Eu sinto saudade de algumas coisas, sinto saudade de coisas que vivi, de coisas que viverei e de coisas que eu nunca viverei. É bem estranho isso, mas "isso" sou eu, sou assim.
Sinto saudade de quando tava na primeira série e minha única preocupação era tentar meu primeiro amor (Amanda era o nome dela, e ela era muito parecida com a Sofia, ou Chofis, da novelinha "Alegrijes y Rebujos" que dava no SBT), até que um dia eu derrubei tinta preta na roupa dela na aula de artes e ela passou a me odiar, inclusive ela mudou de colégio uns dois meses depois. Minha primeira desilusão.
Sinto saudade de alguns amigos que perdi o contato, sinto falta de algumas paixões platônicas, sinto saudade de quando minha maior frustração era não ser alto para jogar basquete, sinto saudade de muita coisa, na real. Mas não sinto saudade do que eu era, juro.
Eu era meio boboca, provavelmente me tornaria algo que hoje eu detesto, ainda bem que mudei bastante.
Sabe aquela pergunta "a criança que você era se orgulharia da pessoa que você é hoje?" NÃO! E hoje, isso é o que mais me orgulha, porquê, na real, eu cresci muito nesses últimos dez anos, me tornei uma pessoa bem melhor, me tornei ambicioso, me tornei algo que eu tinha medo de ser.
Cresci ouvindo as pessoas dizerem em todos os lugares que "quanto mais alto, maior o tombo", e por muito tempo tive medo disso, medo de sonhar grande e quebrar a cara, medo de ser eu.
Hoje, tudo que eu quero é sonhar alto, realizar tudo o que sonho, colocar em prática as minhas ideias, de alguma forma mudar o mundo, mudar as pessoas, fazer algo diferente, não ser apenas mais um.
Tudo o que eu quero é voar alto sem perder a direção, eu não posso desistir de tudo o que sonhei, não cheguei até aqui para nada, não tenho de me arriscar, de ir atrás dos meus sonhos, de ir sem medo, eu acredito em mim, e, se cair, sei que posso me levantar.
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