Enquanto navego, avisto no horizonte um barco sem rumo, parado em meio ao oceano, por pura curiosidade, me aproximo, eis que vejo que ele está prestes a afundar, a navegante do barco tinha lindos olhos azuis, acentuados pelo brilho da lua, mas que pareciam uma nascente do oceano, de tantas lágrimas, e percebi que era por isso que o barco afundava, mas não eram lágrimas comuns, eram densas, pesadas, carregavam uma história melancólica, triste. Então percebi que aquele lindo par de olhos que parecia as águas do caribe escondia um segredo - que eu como bom marujo iria descobrir.
Ela me contou que estava triste, decepcionada por não encontrar um porto para ancorar seu barco, e quando ela pensou que conseguiria, a vaga estava ocupada, então ela vaga solitária pelos 7 mares em busca de uma direção, a sua bússola está quebrada, seu coração em pedaços.
Durante essa nossa viagem, encontramos um velho sábio que nos contou uma história, que dizia que antes de encontrarmos um porto para ancorar nosso barco, devemos sair em uma busca de autoconhecimento, nos descobrir como marinheiros, ver se realmente vale a pena essa busca por um porto seguro, enquanto há uma imensidão para ser desbravada, tantas pessoas que podem fazer parte de sua tripulação, tantas pessoas que podem ancorar em seu coração.